terça-feira, 11 de agosto de 2015

 O CANGACEIRO DAS ÁGUAS


Por Sálvio Siqueira





                                        No dia 26 de julho do ano de 2015, num dia de domingo pela manhã, tempo fechado, de quando em vez uma chuviscada para refrescar, na capela da fazenda Maranduba, no município da cidade de Poço Redondo, no Estado sergipano, tive o prazer de conhecer o ilustre pesquisador Aderbal Nogueira. Quis o destino que nos conhecêssemos as margens do local onde aconteceu uma das maiores batalhas entre volantes e cangaceiros.


                                          As matérias com termos polêmicos, são uma marca registrada do amigo pesquisador. Não que queira aparecer, mas, com intuito de fazer-nos refletir e pesquisar mais aprofundadamente sobre o assunto. Vemos que após uma boa análise em debate, ficamos com maiores conhecimentos, pois, são relatados fatos que não diríamos num bate papo normal, e sim, num acalorado explanatório. O ser humano tem por natureza, o costume de quando se encontra acuado, partir para o contra ataque, e esta, ainda é, a melhor defesa. Sabendo disso, o pesquisador explora nesse sentido.




                                       Nós, que estudamos o Fenômeno Cangaço, por várias e várias vezes imaginamos como seria o perfil corporal de determinada personagem do tema. Aderbal, com sua câmera, nos trás as imagens reais, daqueles que por lá vivenciaram. Daqueles que por desventuras quaisquer ou por ilusões criadas, entraram no negro mundo sombrio do cangaço, e talvez por uma ironia ou destreza do destino não tenham perecido por alguma bolota quente de chumbo de uma arma de fogo ou mesma pela lâmina dura, fria e, ao mesmo tempo quente, quando adentra estraçalhando nossa carne, d'uma faca peixeira ou de um punhal três quinas.

                                        Tenho um grande respeito por esse cabra da terra de Iracema. Venho, através desse nosso blog, agradecer-lhe em nome de Edinaldo Leite e em meu nome, pelo seu trabalho. Com ele, tivemos o privilégio de ver e ouvir um Candeeiro, um Panta de Godoy, uma Adília, uma Cila, um Neco de Pautília, um Zé de Cazuza e vários e vários outros personagens remanescentes das fileiras sangrentas do Cangaço.

                                         Mostraremos, abaixo, como o pesquisador joga para fora o estresse das longas caminhadas pelas veredas dos tabuleiros, chapadas, serrotes, planícies, serras e morros da caatinga sertaneja, entre xique xiques, mandacarus, juremais, rasga-beiços, urtigas...  rastejando as trilhas dos fatos históricos do cangaço. Ele busca, na aventura, fazer com que a adrenalina chegue as alturas, deixando sua mente e corpo, prontos para buscarem outras matérias. Se 'amussega' num caiaque, tendo a companhia dos amigos e seguem nas 'veredas' aquáticas balançando os remos.

O DESCANSO DO GUERREIRO  


 DESCANSO?






2 comentários:

  1. Respostas
    1. Ele, Aderbal, é considerado o Benjamin Abrahão de hoje, no sentido de captar informação e mostra-las pra gente dentro do tema do Fenômeno.

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